ATIVIDADE
DE HISTÓRIA – 9º ANO B e C – PROF. JOSÉ AUGUSTO – 23/04 a 27/04/2021
HABILIDADE:
(EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais aspectos sociais,
culturais, econômicos e políticos da emergência da República no Brasil; (EF09HI05)
Identificar os processos de urbanização e modernização da sociedade brasileira
e avaliar suas contradições e impactos na região em que vive.
OBJETIVO:
Identificar os processos de urbanização e modernização da sociedade brasileira,
revelando suas contradições no início do período republicano.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM: PROCESSOS DE URBANIZAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DA
SOCIEDADE BRASILEIRA.
TEXTO
COMPLEMENTAR - 1 - INTRODUÇÃO
O período da História
brasileira conhecido como República Velha, compreendido entre os anos de 1889 e
1930, representou profundas mudanças na sociedade nacional, principalmente na
composição da população, no cenário urbano, nos conflitos sociais e na produção
cultural. Cabe aqui fazer uma indagação: com mudanças tão profundas, o que
permaneceu delas na vida social atual?
Uma mudança da sociedade da
República Velha ocorreu na economia. A produção agrícola ainda era o
carro-chefe econômico da República Velha e o café continuava a ser o principal
produto de exportação brasileiro. Mas o desenvolvimento do capitalismo e a criação
de mercadorias que utilizavam em sua fabricação a borracha (como o automóvel)
fizeram com que a exploração do látex na região amazônica se desenvolvesse
rapidamente, chegando a competir com o café como o principal produto de
exportação. Porém, o período de auge da borracha foi curto, pois os ingleses
conseguiram produzir de forma mais eficiente à borracha na Ásia, desbancando a
produção brasileira.
Outro aspecto econômico da
República Velha foi o início da industrialização no Brasil, principalmente no Rio
de Janeiro e em São Paulo. O capital acumulado com a produção cafeeira
possibilitou aos grandes fazendeiros investir na indústria, dando novo
dinamismo à sociedade nestes locais. São Paulo e Rio de Janeiro passaram por
uma profunda urbanização, criando avenidas, iluminação pública, transporte
coletivo (bondes), teatros, cinemas e, principalmente, afastando as populações
pobres dos centros das cidades. Mas não foi apenas nestas duas cidades que
houve mudanças, já que a mesma situação se verificou em Manaus, Belém e cidades
do interior paulista, como Ribeirão Preto e Campinas.
Esse processo contou também
com a vinda ao Brasil de milhões de imigrantes europeus e asiáticos para
trabalharem tanto nas indústrias quanto nas grandes fazendas. O fluxo
migratório na República Velha alterou substancialmente a composição da
sociedade, intensificando a miscigenação, fato que, aos olhos das elites do
país, poderia levar a um embranquecimento da população, aprofundando o
preconceito contra os negros de origem africana.
Mas a modernização na
República Velha apresentou também contradições sociais que resultaram em
conflitos de várias ordens. Nas cidades surgiram os movimentos operários,
impulsionados pelos imigrantes europeus e suas posições políticas ligadas
principalmente ao anarquismo. Foi nesta época que surgiram uma infinidade de
movimentos grevistas por melhorias nas condições de salário e trabalho, sendo o
mais conhecido a Greve Geral de 1917, em São Paulo. Em 1922, foi fundado o
Partido Comunista Brasileiro, consequência da Revolução Russa. Além disso, os
homens alfabetizados e maiores de 21 anos passaram a poder votar nas eleições.
Na vastidão do interior rural
do Brasil, surgiram movimentos messiânicos, como o Contestado, no Sul, e
Canudos, na Bahia, além do aparecimento do Cangaço, celebrizado pela figura de
Lampião. O controle político do interior do país na República Velha ficava nas
mãos dos coronéis, sendo o voto de cabresto a principal característica do coronelismo.
A Coluna Prestes que percorreu milhares de quilômetros tentando buscar apoio
popular a uma revolução social foi também um fenômeno da República Velha.
No aspecto cultural da
sociedade, surgiu o choro e o samba, gêneros musicais que ainda fazem parte da
cultura popular nacional. Na elite, a influência europeia, principalmente
francesa, mudou o comportamento das pessoas ricas, em seu jeito de vestir,
falar e se portar em público, o que ficou conhecido como a Belle Époque (Bela
Época) no Brasil. Surgiu também na República Velha a Semana de Arte Moderna de
1922, animada por vários artistas como Villa-Lobos e Mário de Andrade, e que
pretendia fazer uma antropofagia cultural, misturando elementos das culturas
europeia e brasileira na produção artística.
TEXTO COMPLEMENTAR - 2 – INTRODUÇÃO
O período da história republicana
do Brasil, envolto na República Oligárquica, foi marcado por tentativas de
reurbanização modernizadora de algumas cidades. O caso mais notório foi à
reurbanização do Rio de Janeiro, ocorrida na última década do século XIX e nas
primeiras do século XX.
Entretanto, se a modernização
significava o embelezamento da cidade, na prática ela proporcionou a expulsão
de boa parte da população pobre e trabalhadora da região central da capital do
Brasil.
A reurbanização do Rio de Janeiro
se inseria em uma política de transformação da capital federal, com vistas à
erradicação de várias epidemias e de embelezamento urbano afrancesado, criando
assim um melhor cartão de visitas aos visitantes estrangeiros interessados em
investimentos no Brasil. A principal ação nesse sentido se deu no governo do
presidente Rodrigues Alves (1902-1906), cuja proposta de reforma da capital
envolvia três frentes de trabalho: a modernização do porto, a reforma urbana e
o saneamento básico.
Nas ações de saneamento básico,
fazia-se necessário na cidade erradicar diversas epidemias decorrentes da má
qualidade sanitária na cidade, principalmente na região central.
Habitada por aproximadamente um
milhão de pessoas no início do século XX, a capital federal era alvo constante
de surtos de febre amarela, peste bubônica, malária e varíola. A solução
proposta, além das vacinações obrigatórias e da fiscalização compulsória das
residências, era a demolição das habitações coletivas existentes na cidade,
como cortiços, estalagens e casas de cômodos.
O argumento era que, em face das
condições insalubres, as habitações coletivas eram propícias à propagação de
doenças. O cortiço Cabeça de Porco chegou a ter 2000 habitantes. A isso somava
a visão conservadora e moralizadora sobre a vida desses estratos da população.
Everardo Beckheuser, na obra
Habitações populares, de 1906, definia da seguinte forma essa situação: “E
assim reunida, aglomerada, essa gente, trabalhadores, lavadeiras, costureiras
de baixa freguesia, mulheres de vida reles, entopem ‘as casas de cômodos’,
velhos casarões de muitos andares, divididos e subdivididos por um sem número
de tapumes de madeira, até nos vãos de telhados, entre a cobertura carcomida e
o ferro carunchoso. Às vezes, nem as divisões de madeira; nada mais que sacos
de aniagem estendidos verticalmente em septo, permitindo quase a vida em comum,
em uma promiscuidade de horrorizar”.
Essa ação ia ao encontro dos
objetivos da classe dominante da cidade, desejosa de expulsar da área central a
população pobre e explorada da capital, considerada um elemento perigoso para a
ordem e disciplina urbana almejada. A maior parte dessa população era formada
por ex-escravos africanos e imigrantes, principalmente portugueses.
As demolições dos casarões foram
realizadas sem o consentimento dos habitantes e sem o pagamento de
indenizações, obrigando os moradores a encontrarem novos locais para a
construção de suas habitações. Isso ocorreu principalmente nos morros arredor
da região central, onde foram construídos barracões de madeiras, que deram origem
às favelas cariocas.
Sobre os escombros dos casarões
derrubados, grandes avenidas foram construídas, em uma tentativa de assemelhar
a cidade do Rio de Janeiro à capital francesa, Paris. Na década de 1870, Paris
passou por uma reformulação urbana com a criação de grandes bulevares, praças e
jardins, sob a liderança do barão Haussmann, então prefeito da cidade.
No Rio de Janeiro tal iniciativa
coube ao engenheiro Pereira Passos, prefeito do Rio de Janeiro entre 1902 e
1906. Com plenos poderes dados pelo presidente Rodrigues Alves, Passos promoveu
uma profunda reformulação urbana, cujos principais exemplos foram a construção
da Avenida Central, a reforma do porto e a iluminação pública. Construíram-se
luxuosos palacetes, praças e jardins no lugar de 600 edificações.
O processo de reurbanização do
Rio de Janeiro exemplifica o aspecto autoritário e excludente das políticas
estatais verificadas durante a República Oligárquica, expulsando da área de
expansão da modernidade capitalista os grupos sociais considerados perigosos à
ordem. Porém, esses grupos não aceitariam passivamente a situação, e a Revolta
da Vacina de 1904 deu mostras da resistência da população explorada do Rio de
Janeiro a essa situação.
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ASSISTIR
O VÍDEO – LINK: https://youtu.be/sDQ1V6QCed0
Passeio guiado na Paulista 01 – Fonte: Canal Janela da História.
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ATIVIDADE
– APOSTILA CURRÍCULO EM AÇÃO:
ATIVIDADE 1 – PÁGINAS 238 E
239:
EXERCÍCIO 1.1 responder as questões a e b
ATIVIDADE 2 – PÁGINAS 239 E
240
EXERCÍCIO 2.1 responder as questões a, b, c,
d, e, f.
ATIVIDADE 3 – PÁGINAS 241 e
242:
EXERCÍCIO 3.1 responder as questões a, b,
c.
Orientações: leiam os textos complementares e
os textos da apostila com muita atenção. Depois assistam ao vídeo indicado
(está também disponibilizado o QR Code na apostila página 239). Em seguida
responder as questões acima citadas (prestem atenção nas questões que foram
colocadas para responder);
DATA PARA ENTREGA DA ATIVIDADE: 27/04/2021.
Email:
josefonseca@prof.educacao.sp.gov.br
Coloquem
o nome e série na atividade!
Enviar
somente as respostas identificando as questões propostas!
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